Capítulo 02
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Arafoo Otoko no Isekai Tsuuhan Seikatsu
Capítulo 2: Escape da Floresta!
De alguma forma, eu, um tiozão, me perdi no que parece ser um mundo diferente.
É como um outro mundo: tem status aberto e dá até para vender online. Que tipo de habilidade é essa? Parece coisa de sonho.
Enquanto isso, comi macarrão instantâneo e pão para me acalmar. Humanos ficam mais otimistas de barriga cheia.
Mas, se continuar assim, vou acabar na miséria. Preciso encontrar uma vila com pessoas para fazer dinheiro através do comércio ou do escambo.
Se eu investir meu dinheiro nos produtos de Shangri-La, posso vendê-los caro para os nativos… esse é o esquema, né? Falando nisso, o clichê desse esquema são as especiarias.
Um saco de pimenta-do-reino para reposição de R$1 deve valer uma fortuna aqui, certo? Parece fácil agora.
Mas, para fazer isso, primeiro tenho que sair dessa floresta.
— E agora, o que faço…?
Comprei uma bússola por R$15 no Shangri-La. Isso deve me dar uma noção de direção. Como o ponteiro aponta consistentemente para um lado, parece que existe um campo magnético neste mundo.
E, embora seja um pouco caro, eu comprei uma bicicleta de montanha por R$200. Analisei as avaliações do produto e peguei a que tinha a melhor classificação.
Parece que existem bicicletas tão ruins que uma batida forte pode até mesmo quebrar a armação delas, mas como estou com orçamento apertado, decidi me contentar com essa bicicleta.
Bem, vamos descobrir como lidar com isso.
Ainda assim, o Item Box é realmente útil. Comprei um monte de coisas, mas não preciso carregar nada. Estou com as mãos livres.
Com essa caixa, talvez eu possa até trabalhar como entregador. Provavelmente eu sou o único com acesso a um Item Box.
— Agora, vamos lá!
Subi na bicicleta e segui em frente, verificando a bússola enquanto atravessava a floresta. Estou procurando uma vila.
Não há motivo para pressa. Tenho comida e estou confortável por enquanto.
—◇◇◇—
Já que o segundo dia pedalando na montanha com a bicicleta.
Apesar do ritmo lento, já devo ter percorrido dezenas de quilômetros, mas ainda não vejo o fim da floresta.
Quão grande é essa floresta? Há enormes coníferas alinhadas infinitamente, mas acho que isso seria impossível sem um plantio feito pelo homem…
Normalmente, uma florestas nativas tem uma mistura de árvores coníferas e de folhas largas.
Parei para descansar e beber água. Depois, passei um repelente de insetos que tirei da Item Box pelo corpo inteiro.
Afinal, há muitos insetos na floresta.
Enquanto avançava, comia os alimentos comprados no Shangri-La, eu aproveitava para testar as funções da Item Box e da Lixeira.
Por exemplo, insetos vivos não entram na caixa, mas um inseto morto sim; um besouro, por exemplo, aparece como [Inseto (Besouro)] × 1.
E as plantas? Mesmo que eu coloque mudas retiradas com uma pá, o Item Box as registra como [Muda de Planta] × 1.
Algumas plantas têm nomes únicos, o que é interessante.
E mais: se eu colocar um copo de água quente, ele permanece intacto. Não esfria com o tempo, sempre fica na mesma temperatura.
Parece que dá para fazer algo interessante com isso. Carne e vegetais, por exemplo, não apodrecem se armazenados na caixa.
Quanto à Lixeira, é uma caixa preta que engole tudo. Seja saco de biscoito vazio ou restos de macarrão instantâneo, basta apertar o botão de redemoinho e… desaparece.
Não faço ideia para onde vão, mas parece ter a mesma regra da Item Box: nada vivo entra.
Talvez haja um sistema de segurança que impede o envolvimento de humanos ou criaturas vivas.
É a noite do meu segundo dia nesse outro mundo.
Desci da bicicleta cedo e procurei uma árvore para montar acampamento. Preparei o local e montei uma barraca para uma pessoa, que comprei por R$20 no Shangri-La.
O clima durante o dia é ameno, senão um pouco quente, mas esfria pela manhã, então eu também adquiri um saco de dormir por R$20.
Para acender o fogo, comprei um acendedor e um fogareiro a gás compatível com cilindros de cassete; foram R$25 no total.
Com fogo, posso me aquecer e manter animais afastados.
Hoje, decidi me dar ao luxo de grelhar carne. Comprei 1,5 kg de carne suína fatiada por R$20. O que sobrar, eu guardo na Item Box.
Para o molho, escolhi meu favorito: molho de jingisukan. Apesar do jingisukan ser tradicionalmente feito com carne de cordeiro, o molho combina perfeitamente com outras carnes grelhadas. Uma garrafa de 1L do molho de jingisukan custou R$10.
E quando se fala em carne grelhada, é claro que vem seguida do arroz. Como estão vendendo um pacote de arroz de 24 unidades por cerca de R$30, eu comprei.
Para aquecer o arroz, ferver água no fogão e grelhar a carne ao mesmo tempo, comprei outro fogareiro a gás e uma grelha por R$10. Acendi o fogo, coloquei a carne e logo o cheiro delicioso começou a se espalhar, junto com a fumaça branca.
Como estou ao ar livre, não preciso me preocupar com a fumaça. Grelhei dois ou três pedaços de carne e provei.
— Delicioso! É bom demais!
Para o meu paladar simples, carne barata já é suficiente. Mas eles também vendem carnes de primeira no Shangri-La. Talvez, se eu ganhar mais dinheiro, consiga comprar um pouco.
Se isso realmente é um outro mundo, pode haver carnes deliciosas exclusivas daqui. Procurar alimentos assim seria uma aventura digna deste lugar.
Com o arroz aquecido, eu servi tudo em pratos de papel. Eles não precisam ser lavados; basta descartá-los na Lixeira depois de usados.
Já a grelha e o fogão precisam ser limpos. Para remover a gordura, dá para comprar álcool e passar um pano.
— Carne grelhada com arroz é a melhor combinação! E comer ao ar livre faz tudo parecer ainda mais gostoso.
Mas, enquanto eu estava encantado com a carne grelhada, não percebi o perigo que o cheiro estava atraindo.
Depois de comer e relaxar, notei algo estranho. Uma sombra negra apareceu no meu campo de visão. Olhei ao redor novamente.
Eram cerca de dez criaturas negras e grandes, com aparência de lobos, me cercando. Pelo visto, o cheiro da carne os atraiu.
Com um cheiro tão forte na montanha, era óbvio que animais viriam.
Imediatamente, me arrependi da imprudência. Mas arrependimentos não adiantam agora. A merda já está feita.
— Droga! Preciso de armas! Alguma coisa!
Peguei uma tora em chamas da fogueira e joguei em direção aos lobos negros. Ao mesmo tempo, eu procurei por armas no Shangri-La.
— Armas! Que tal um arco?
Não. Nunca usei um arco. Por mais poderoso que seja, duvido que acertaria algo agora.
Também há bestas que parecem armas de fogo, mas eu não faço ideia de como manuseá-las.
No entanto, na mesma página de busca onde estava o arco, encontrei algo mais interessante: uma atiradeira que dispara balas usando um elástico de borracha.
— É isso! Essa eu sei usar.
Lembrei que já tinha comprado uma dessas no Shangri-La para espantar os corvos do jardim de casa. Então, adquiri exatamente o mesmo modelo.
Junto com a atiradeira, comprei balotes de aço de 9mm, para usar como munição e um conjunto de fogos de artifício cintilantes. Esses fogos já tinham assustado até o cachorro de casa antes, então imaginei que também iriam funcionar contra aquelas criaturas negras.
A atiradeira custou R$60, o kit de fogos de artifício, R$30, e os balotes de aço, R$80.
Assim que os itens apareceram no chão, usei o fogo da fogueira para acender os pavios dos fogos. Lancei três deles na direção das criaturas.
As faíscas brancas explodiram como uma fonte, iluminando a área com intensidade e soltando fumaça. O clarão assustou os lobos negros, que começaram a recuar, visivelmente confusos.
— Isso mesmo!
Sem perder tempo, tirei os balotes da embalagem, coloquei alguns no bolso e comecei a disparar com a atiradeira.
Primeiro disparo, segundo, terceiro — acertei uma das criaturas no quarto tiro, ajustando a mira.
— Gan!
O lobo atingido soltou um gemido semelhante ao de um cachorro.
Continuei atirando e lançando mais fogos de artifício. Uma das criaturas tentou avançar, mas ao ser atingida por uma bala em um ponto crítico — talvez o olho ou o nariz —, gritou e fugiu.
Essa atiradeira era potente o suficiente para perfurar placas finas de madeira compensada.
Com a prática, minha precisão foi aumentando. Comecei a acertar um ou dois tiros a mais, desperdiçando menos munição por rodada de tiros.
— Gang! Cang!
Um ou dois lobos caíram. Quando aquele que parecia ser o líder — ele era um pouco maior que os outros — fugiu, o restante seguiu atrás. Eles não faziam ideia do que os estava atacando.
— Fuuuuu…
Dei um longo suspiro, sentindo meu corpo afrouxar. Caí de bunda no chão. Foi por pouco, mas consegui lidar com a situação.
Mesmo assim, fui descuidado. Até agora não tinha encontrado nenhum animal e, por isso, minha vigilância tinha diminuído.
Apressei-me em desmontar a barraca e guardar todas as ferramentas que usei para grelhar a carne na Item Box. Era perigoso ficar aqui.
Embora estivesse escuro, montei na bicicleta e comecei a pedalar. Sabia que as criaturas poderiam voltar — animais selvagens são surpreendentemente persistentes.
Mais uma vez, agradeci pelo Item Box. Graças a ele, pude pedalar com as mãos livres, focando apenas em escapar dali.
Estava tão escuro que era impossível enxergar. A bicicleta até tinha uma luz, mas ela não ajudava muito no breu total.
Para resolver isso, eu abri a tela do Shangri-La para comprei uma lanterna de cabeça, um daqueles farois que os mineiros usam na cabeça. Custou R$30 e tinha 300 lumens de potência. Como ele funcionava com pilhas AA, aproveitei e comprei 20 pilhas em um pacote por R$6.
Assim que coloquei as pilhas e ajustei o farol na cabeça, liguei o interruptor.
— Uau! Que brilho!
A luz era tão forte que parecia até capaz de cegar alguém. Com isso, pelo menos, eu conseguiria enxergar claramente à frente.
Pedalei a bicicleta com o coração disparado, tentando me afastar do lugar horrível onde quase virei comida de lobo.
Tenho que sair daqui!
Tenho que sair daqui!
Eu não conseguia pensar em nada, apenas repetia isso na cabeça, como se fosse um mantra.
Após umas duas horas de pedalada no escuro, encontrei um espaço entre as árvores para montar o acampamento. Estava exausto.
Comprei lenha no Shangri-La — R$20 — porque não queria procurar no escuro. Enquanto a fogueira iluminava ao redor, montei a barraca. Apesar de já ter comprado tantas coisas, a Item Box ainda não dava sinais de estar cheia. Não havia nenhum indicador de capacidade.
Embora estivesse cansado, o medo não me deixava dormir. Fiquei o tempo todo pensando se seria atacado novamente.
Considerei comprar uma besta como arma, mas o preço era proibitivo: entre R$400 e R$600. Depois de gastar tanto até agora, não queria estourar meu orçamento sem saber o que mais enfrentaria no futuro.
De alguma forma, decidi que, se algo aparecesse, usaria a luz para cegar o inimigo e o estilingue para afastá-lo. Mas sabia que isso era apenas uma esperança frágil.
Passei a noite inteira acordado, sentado ao lado do fogo, esperando o amanhecer. Pela primeira vez, senti o quão aterrorizante pode ser uma noite no meio de um mundo desconhecido. Meu otimismo de antes parecia ridículo.
Quando o céu começou a clarear, senti um alívio enorme. Rapidamente guardei tudo no Item Box, pulei o café da manhã e subi na bicicleta. Só queria sair daquele maldito bosque o mais rápido possível.
—◇◇◇—
Após pedalar por cerca de cinco horas enquanto comia pão tirado da Item Box, comecei a sentir um cansaço intenso. Meu corpo estava todo dolorido, especialmente o traseiro, de tanto tempo no selim.
Já estava quase parando para descansar quando percebi uma luz mais forte à frente. Ao me aproximar, vi que era uma clareira no meio da floresta.
A grama ali era alta, chegando quase à altura de uma pessoa. Embora o bosque tivesse terminado, o caminho estava bloqueado por um “muro” verde de plantas densas.
— Finalmente o bosque acabou… Mas agora é a grama que me atrapalha.
Mesmo assim, queria saber o que havia do outro lado. Abri o Shangri-La e comprei uma escada dobrável de alumínio com seis degraus por R$90. Era cara, mas parecia minha única opção.
Com a escada montada, ela atingia cerca de 5 metros de altura. Também comprei um monóculo por R$10 para observar mais longe.
Antes de subir, lembrei-me de que acidentes com escadas eram comuns. Apesar de ser uma subida fácil, posso acabar sofrendo uma queda de alguns metros.
Bem, há húmus aqui em baixo, então não acho que vou morrer, mas se eu me machucar aqui, pode ser fatal, então eu escalei com cuidado.
Subi devagar, tomando cuidado, até alcançar o topo. Lá de cima, pude ver por cima da grama alta. No horizonte, notei algo que me encheu de esperança: uma cidade cercada por muralhas.
Olhando pelo binóculo, vi pessoas se movendo dentro da cidade. Havia uma estrada que partia dela e parecia passar perto da floresta.
Pelo visto, eu vinha pedalando paralelamente àquela estrada. Se eu me deslocasse para a direita, provavelmente teria encontrado o caminho direto…
— Consegui…
Ao perceber que finalmente tinha uma direção clara, um alívio tão grande tomou conta de mim que não consegui resistir. Desci da escada, sentei-me na raiz de uma árvore e dormi.
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